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Devastação avança em zona de proteção de Setiba

Moradores, ambientalistas e conselheiros já denunciaram o avanço acelerado de invasões em áreas ambientalmente protegidas na região de Setiba, em Guarapari. A situação ocorre dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) de Setiba — que inclui zonas classificadas como de proteção especial — e levanta questionamentos sobre a atuação dos órgãos públicos responsáveis pela fiscalização.

Criada para funcionar como uma zona de amortecimento ao redor do Parque Estadual Paulo César Vinha, a APA de Setiba tem papel estratégico na preservação de ecossistemas sensíveis como restinga, manguezais e áreas de Mata Atlântica. No entanto, esse objetivo tem sido comprometido por ocupações irregulares que se intensificaram nos últimos meses.

 

Morosidade do poder público e celeridade dos criminosos

Moradores afirmam que o problema se agravou recentemente. Segundo denúncias, o número de construções irregulares praticamente dobrou após intervenções iniciais dos órgãos ambientais, que não tiveram efetividade.

Conselheiros ambientais e moradores já criticaram a atuação do poder público, especialmente do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema). Segundo um morador, a ausência de resposta efetiva às denúncias formalizadas corrobora com o avanço do crime ambiental.

“A sensação é de abandono, pois não basta só acolher as denúncias, é necessário retirar as demarcações ilegais feitas com cercas e arames e, também, os invasores criminosos que estão diariamente devastando o local para ganhar terrenos”, relata o morador Bruno Carlini que já denunciou o crime.

O Iema afirmou a imprensa em matérias anteriores que realiza vistorias e planeja ações conjuntas com forças de segurança, porém, moradores consideram as medidas insuficientes diante da velocidade das ocupações ilegais.

O avanço das invasões, aliado à ausência de fiscalização efetiva, pode transformar uma área de proteção em um novo núcleo urbano irregular — com consequências ambientais, sociais e econômicas para toda a região.

Enquanto isso, moradores seguem denunciando e cobrando providências. A pergunta que permanece é: até quando a ocupação ilegal avançará sem uma resposta proporcional do poder público?

Cercas prontas e outras já preparadas para isolar ilegalmente um terreno. Foto: Bruno Carlini em 21 de abril de 2026
Cercas prontas e outras já preparadas para isolar ilegalmente um terreno. Foto: Bruno Carlini em 21 de abril de 2026
Porteira e casa de alvenaria na zona de proteção especial de Setiba. Foto: Bruno Carlini em 21 de abril de 2026
Porteira e casa de alvenaria na zona de proteção especial de Setiba. Foto: Bruno Carlini em 21 de abril de 2026

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