top of page

Escala 6x1: “Quem vai pagar essa conta é o consumidor”, avalia vice da Fecomércio-ES

“Quem vai pagar essa conta é o consumidor”. A afirmação é do empresário e vice-presidente da Fecomércio-ES, José Carlos Bergamin, ao comentar a proposta de redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas sem redução salarial.


Em entrevista para o Jornal Tribuna Online, ele afirma que embora a medida atenda a uma demanda crescente da sociedade por mais qualidade de vida e tempo de lazer, a mudança terá impacto direto nos custos das empresas e poderá dificultar a operação de pequenos negócios.


“A sociedade deseja trabalhar menos e ter mais qualidade de vida, o que é legítimo. Mas esse custo será repassado ao consumidor. Nos países desenvolvidos, a redução da jornada é sustentada por alta produtividade, tecnologia e educação de qualidade. No atual estágio do Brasil, a mudança tende a gerar mais custos do que benefícios imediatos para a sociedade”.


De acordo com Bergamin, a redução de quatro horas semanais representa um aumento imediato de cerca de 10% no custo da mão de obra.


“Os pequenos negócios serão os mais afetados, já que têm menos flexibilidade para reorganizar escalas de trabalho e absorver novas contratações. Empresas com poucos funcionários terão dificuldade para reorganizar escalas e poderão precisar contratar mais, o que pode inviabilizar o negócio”.


Já o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona, disse que a entidade defende que eventuais mudanças na jornada semanal estejam condicionadas a ganhos reais de produtividade e construídas com diálogo entre os setores e discutido entre sindicatos patronal e laboral.


“Cada segmento produtivo possui especificidades e será impactado de forma distinta por alterações generalizadas”. Fonte: Tribuna Online/Eliane Proscholdt




Comentários


  • Instagram
  • Facebook
  • Twitter
  • YouTube
  • TikTok

Notícias do Espírito Santo e do Brasil!

Cenário Capixaba

bottom of page